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Papel da Epidemiologia no Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde no Brasil: histórico, fundamentos e perspectivas (2002)

Resumo:


       O autor apresenta a sua interpretação sobre a história recente da epidemiologia no Brasil e sobre o papel desta disciplina e dos seus praticantes no desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Os avanços da epidemiologia no país, tanto na sua vertente acadêmica como na sua vertente aplicada aos serviços de saúde, são notórios e são várias as evidências deste intenso desenvolvimento. Um marco neste processo foi a I Reunião Nacional de Ensino e Pesquisa em Epidemiologia, realizada em 1984, quando foi criada a Comissão de Epidemiologia da ABRASCO e foram estabelecidos os fundamentos não somente dos compromissos acadêmicos dos epidemiologistas, mas também dos compromissos com as transformações tão necessárias no nosso sistema de saúde. Após quase três décadas, podemos dizer que vem se forjando no Brasil uma epidemiologia, por um lado profundamente articulada com a evolução da disciplina no plano internacional, como deve acontecer com qualquer disciplina que persegue a sua maturidade científica e, por outro, com os pés fincados na realidade, dela procurando extrair elementos que contribuam para amenizar os problemas de saúde da sociedade.

Epidemiologia e Saúde Bucal Coletiva: um caminhar compartilhado (2006)


Autor: Angelo Giuseppe Roncalli

Resumo:

A saúde bucal coletiva, na medida em que surge como um modo de trazer a saúde bucal para o SUS (e vice-versa), tem, na epidemiologia, um de seus mais contundentes aliados. Este artigo discute o modo como se deu esse caminhar, trilhado compartilhadamente, entre a saúde bucal coletiva e a epidemiologia. Analisa, inicialmente, os esforços na tentativa de estabelecer modelos metodológicos para pesquisas transversais, bem como a possibilidade da construção de uma base de dados nacional. Num segundo momento, discute-se como esse conjunto de conhecimentos tem se corporificado em uma produção científica qualificada e compartilhada com seus pares, refletindo sobre o modo como este processo vem contribuindo para a consolidação do campo da saúde bucal coletiva. Percebe-se que este caminhar compartilhado esteve e está condicionado pela conjuntura política que, em momentos distintos, proporcionou o crescimento da saúde bucal coletiva. A epidemiologia em saúde bucal, ao mesmo tempo em que se consolida como área de conhecimento no plano da produção científica no Brasil, articula-se com este movimento, proporcionando, de um lado, uma ferramenta que aproxima os modelos assistenciais em saúde bucal do ideário do SUS; e, de outro, aprofunda as discussões a respeito dos determinantes biopsicossociais das doenças bucais.

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