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Séries de procedimentos odontológicos realizadas nos serviços públicos brasileiros, 1994-2007

Resumo

Os objetivos foram descrever o padrão temporal de taxas mensais de cinco procedimentos odontológicos dos serviços públicos do Brasil e avaliar mudanças nas tendências das taxas entre 1994 e 2007. Os dados foram obtidos no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA-SUS). Foram calculadas as taxas mensais de procedimentos odontológicos coletivos, procedimentos preventivos, restauradores, exodontias e total de procedimentos odontológicos para o Brasil, e a taxa total de procedimentos odontológicos para cada macrorregião. As séries foram analisadas por médias móveis e modelos Sarima.

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Manual de Atendimento Odontológico a Pacientes com Coagulopatias Hereditárias (2005)

Autor: Ministério da Saúde



Resumo:


No Brasil, a participação de cirurgiões dentistas nas equipes multidisciplinares de atendimento aos pacientes portadores de coagulopatias hereditárias tem possibilitado que o tratamento odontológico destes pacientes seja ambulatorial, diminuindo consideravelmente as necessidades de reposição de fator. Esta atuação tem contribuído bastante para a indicação dos procedimentos bucais que realmente necessitam de terapia de reposição, reduzindo o emprego dos fatores de coagulação. Por outro lado, a utilização de métodos de hemostasia local, tais como o uso de selantes de fibrina, suturas e splints plásticos, tem possibilitado a realização de procedimentos cirúrgicos mais seguros para o paciente.
O objetivo deste manual é facilitar o acesso do profissional da área da odontologia às orientações básicas que possibilitem um maior acesso dos pacientes com coagulopatias hereditárias ao tratamento odontológico e principalmente a melhoria da saúde bucal desses pacientes.


Manual de Saúde Bucal na Doença Falciforme (2007)

Autor: Ministério da Saúde/ Secretaria de Atenção à Saúde/ Departamento de Atenção Especializada.


Este manual tem como principal objetivo divulgar aos profissionais da odontologia conhecimentos importantes sobre a doença falciforme, desmistificando alguns equívocos e esclarecendo dúvidas sobre os cuidados odontológicos no tratamento das pessoas com doença falciforme.

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Serviços Odontológicos: Prevenção e Controle de Riscos (2006)


Autores: Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária



Resumo:

Com o intuito de subsidiar as equipes profissionais no repensar de sua prática na atenção à saúde bucal e de apoiar as vigilâncias sanitária e epidemiológica em suas ações, a Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária elaboraram este livro com foco nas questões mais emergentes de prevenção e controle dos riscos em serviços odontológicos.

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Saúde Bucal Coletiva

Autor: Carlos Botazzo et al



Elaborado como material de apoio ao Curso para Formação de Técnico em Higiene Dental, do SUDS-SP, aborda a A compreensão ou o entendimento do que venha a ser saúde, bem como,as causa das doenças nos diferentes períodos históricos e a forma de atuação da odontologia.

Líquen Plano - Relato de um caso clínico

Autores: Maria Grasiela Alano et al.

Resumo

O Líquen Plano é uma doença crônica com etiologia desconhecida, mas com evidências de associação a uma resposta imunológica mediada por células, que pode apresentar manifestações em pele, mucosa ou ambos. Tipicamente compromete bilateralmente a mucosa jugal. É uma entidade relativamente comum em adultos, tem preferência pela faixa etária 30 a 50 anos. Nenhum tratamento local ou sistêmico específico é uniformemente eficaz no controle do Líquen Plano, porém, corticosteróides constituem o grupo de medicamentos mais úteis no controle da doença. Neste artigo será relatado o caso clínico de um paciente, sexo masculino, raça branca, 61 anos, apresentando lesões de Líquen Plano com padrão reticular e erosivo.

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Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais – Percepções, Sentimentos e Manifestações de Alunos e Familiares de Pacientes

Autores: Claudia Marcela Hernández Cancino et al.

Esta pesquisa, realizada na Faculdade de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (FO-PUCRS), tem por objetivo, junto aos alunos do quinto ano do curso de Graduação e aos familiares de pacientes com deficiências do desenvolvimento neuropsicomotor, conhecer as percepções, os sentimentos e, as manifestações em relação à Odontologia para pessoas com necessidades especiais, contribuindo, assim, para a formação dos futuros cirurgiões-dentistas e o aprimoramento da Odontologia nessa área. Para tanto, o estudo foi concebido dentro do paradigma naturalístico ou qualitativo. Aplicou-se a entrevista semi-estruturada como instrumento para a coleta de dados, avaliando-se as informações obtidas por intermédio da análise de conteúdo proposta por ENGERS (1987). Os resultados evidenciaram a carência de serviços odontológicos para pessoas com necessidades especiais e a falta de conhecimento tanto prático quanto teórico por parte dos futuros profissionais a esse respeito. Salienta-se a necessidade do conhecimento técnico adequado e da valorização do paciente para que, no futuro, o aluno possa assumir sua profissão com responsabilidade e suprir com qualidade e competência as necessidades odontológicas de seus pacientes.


A dimensão cuidadora do trabalho de equipe (2006)

Autora: Michelle Cecille Bandeira Teixeira

Este artigo apresenta um estudo qualitativo que analisa o processo de trabalho em saúde de uma equipe multiprofissional na perspectiva do cuidado e sua contribuição ao cotidiano do trabalho odontológico. Utilizou-se a técnica de observação participante, com registros em diário de campo, além de entrevistas e análise de prontuários. A abordagem adotada para a interpretação dos dados foi “produção de sentidos no cotidiano”. A análise revela uma lógica de trabalho da equipe direcionada para o cuidado, impregnando o desempenho do dentista na produção de vínculo e responsabilização, de modo a influenciar os aspectos da prática odontológica.

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A bucalidade no contexto da Estratégia Saúde da Família: ajudando a promover saúde para indivíduos,grupos e famílias

Autor: Carlos Botazzo

A bucalidade vem sendo entendida como a capacidade da boca em ser boca, isto é, em exercer sem limitação ou deficiência as funções para as quais anatomicamente acha-se apta. Estas funções ou trabalhos foram descritos como sendo a manducação, a erótica e a linguagem.

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Procedimentos Coletivos de Saúde Bucal: gênese, apogeu e ocaso (2009)

Luís Antonio Cherubini Carvalho et al



Descreve-se o surgimento e o que significaram para a política nacional de saúde bucal os procedimentos coletivos (PC) de saúde bucal, introduzidos em 1992 e extintos em 2006. Realizou-se pesquisa bibliográfica e análise documental. Criados no governo Collor (1990-1992) como elemento central da sua política de saúde bucal, os PC pretendiam reverter o modelo assistencial cirúrgico-restaurador e extinguir o TC (tratamento completado) como instrumento para remuneração do setor, visando a possibilitar que estados e municípios fossem remunerados por ações preventivas. Durante os anos 1990, os PC ocuparam lugar de destaque nas ações de saúde bucal no SUS, impulsionando, sob apoio financeiro, as ações de promoção e prevenção em centenas de municípios. Mas a sua vinculação com os mecanismos de transferência de recursos, tida inicialmente como um avanço, foi tirando a sua característica de instrumento potente para mudar o modelo de atenção. Não obstante as dificuldades e limitações, sua criação e amplo emprego representaram um esforço para alterar substancialmente o modelo de prática odontológica predominante no setor público, redirecionando-o para ações preventivas e de promoção da saúde, o que se tornou seu principal legado.

Sobre a bucalidade: notas para a pesquisa e contribuição ao debate (2006)

Autor: Carlos Botazzo



Resumo



Neste artigo é discutido o conceito de bucalidade, entendido como expressão dos trabalhos sociais que a boca humana realiza. Tomouse como referência uma teoria social da saúde, construída no campo da saúde coletiva, que encontra seu foco nas relações sociais e nos conflitos a elas articulado. Foram localizados os problemas teórico-práticos enfrentados pela saúde coletiva, vistos como os da sua cientificidade e do específico modo como participa da reprodução social e considerados seus limites quanto à organização coletiva dos cuidados de saúde, como efeito das políticas neoliberais. Os problemas derivados do conceito da saúde bucal coletiva foram vistos como sendo da mesma natureza, cujo enfrentamento só pode ser realizado com o uso das categorias de análise da saúde coletiva ou teoria social da saúde. Reitera-se a cientificidade deste campo pela explicitação do seu pertencimento às ciências humanas, que exige reposicionamento epistemológico, isto é, seu deslocamento do solo biomédico, e o abandono da noção de paradigma. É afirmada sua instabilidade essencial, caracterizada no objeto e não no método. Finalmente, verifica-se a constituição das estruturas “extradiscursivas” da saúde, pela sua inclusão entre os Aparelhos Ideológicos de Estado, que tem na crítica da ideologia o fio condutor da narrativa.

Saúde Bucal Coletiva: caminhos da odontologia sanitária à bucalidade (2006)

Autor: Paulo Capel Narvai


O ensaio aborda o surgimento das primeiras atividades odontológicas sob responsabilidade do poder público no Brasil e sua evolução no século XX, enfantizando a emergência do marco referencial denominado odontologia sanitária. Caracteriza sumariamente, a odontologia social e preventiva e a odontologia de mercado, indicando as principais publicações que se ocuparam dessas correntes. As características essenciais da saúde bucal coletiva e da bucalidade são apresentadas, tecendo-se considerações sobre a articulação da saúde bucal coletiva com a saúde coletiva. Discutem-se as implicações do conceito de bucalidade para a organização da prática odontológica e a necessidade de reorientação do trabalho clínico nos serviços de saúde bucal, no âmbito do Sistema Único de Saúde brasileiro. Indicam-se os elementos essenciais de uma agenda para a saúde bucal coletiva, com base nas proposições apresentadas na 3a Conferência Nacional de Saúde Bucal.

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Estrutura e organização do trabalho do cirurgião-dentista no PSF de municípios do Rio Grande do Norte (2006)

Autoras: Yanne Pinheiro de Araújo e Magda Dimenstein

Resumo:

Esta investigação tem como objetivo analisar o perfil de atuação de cirurgiões-dentistas inseridos no Programa de Saúde da Família (PSF) de municípios do Rio Grande do Norte, buscando conhecer e compreender a experiência de trabalho que estes profissionais desenvolvem no Programa. A população integrante da pesquisa foi composta de cirurgiões-dentistas PSF do Rio Grande do Norte. Foram realizadas 21 entrevistas orientadas por um roteiro semi-estruturado, com perguntas abertas e composta de dados de identificação. Optou-se por gravar a fala dos profissionais, tendo em vista uma melhor fidelidade da coleta de informações. Os principais resultados encontrados foram: predominância do sexo feminino; maioria dos entrevistados sem pós-graduação, verificando-se, entre seus portadores, a falta de relação entre o referido curso e a saúde pública ou coletiva; os cirurgiões-dentistas têm perfil voltado para a atividade clínica; estes profissionais desenvolviam atividades básicas de dentística, periodontia básica, cirurgia simples e atividades preventivas e educativas, embora realizadas de maneira tradicional (palestras e aplicação de flúor). Os resultados apontam que há necessidade de motivá-los a refletir e redirecionar as suas práticas, tendo como medida inicial o investimento e estímulo à educação permanente e um monitoramento e avaliação das ações desenvolvidas.

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Epidemiologia e Saúde Bucal Coletiva: um caminhar compartilhado (2006)


Autor: Angelo Giuseppe Roncalli

Resumo:

A saúde bucal coletiva, na medida em que surge como um modo de trazer a saúde bucal para o SUS (e vice-versa), tem, na epidemiologia, um de seus mais contundentes aliados. Este artigo discute o modo como se deu esse caminhar, trilhado compartilhadamente, entre a saúde bucal coletiva e a epidemiologia. Analisa, inicialmente, os esforços na tentativa de estabelecer modelos metodológicos para pesquisas transversais, bem como a possibilidade da construção de uma base de dados nacional. Num segundo momento, discute-se como esse conjunto de conhecimentos tem se corporificado em uma produção científica qualificada e compartilhada com seus pares, refletindo sobre o modo como este processo vem contribuindo para a consolidação do campo da saúde bucal coletiva. Percebe-se que este caminhar compartilhado esteve e está condicionado pela conjuntura política que, em momentos distintos, proporcionou o crescimento da saúde bucal coletiva. A epidemiologia em saúde bucal, ao mesmo tempo em que se consolida como área de conhecimento no plano da produção científica no Brasil, articula-se com este movimento, proporcionando, de um lado, uma ferramenta que aproxima os modelos assistenciais em saúde bucal do ideário do SUS; e, de outro, aprofunda as discussões a respeito dos determinantes biopsicossociais das doenças bucais.

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Determinantes individuais e contextuais da necessidade de tratamento odontológico na dentição decídua no Brasil (2006)

Autores: José Leopoldo Ferreira Antunes et al

Resumo:

Para documentar níveis de doença bucal no Brasil, e avaliar determinantes da experiência de cárie, estudou-se a condição dentária de 26.641 crianças de cinco anos de idade, conforme dados fornecidos por um levantamento nacional de saúde bucal realizado em 2002-3, compreendendo 250 cidades. A prevalência de cárie não tratada foi associada a características socio-demográficas das crianças examinadas e condições geográficas das cidades participantes, através de análise multinível. As regiões brasileiras com melhores indicadores sociais apresentaram perfil mais favorável de saúde bucal. Crianças negras e pardas, e aquelas estudando em áreas rurais e em pré-escolas públicas, apresentaram chance significantemente mais elevada de terem dentes decíduos cariados não tratados. O perfil de saúde bucal das cidades foi associado com a adição de flúor à água de abastecimento público, a proporção de domicílios ligados à rede de águas e o Índice de Desenvolvimento Humano. A experiência de cárie dentária é suscetível a desigualdades sócio-demográficas e geográficas; o monitoramento dos contrastes em saúde bucal é relevante para a programação de intervenções socialmente apropriadas, dirigidas a melhorias globais e ao direcionamento de recursos para grupos de população com níveis mais elevados de necessidades.

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Palavras e silêncios na educação superior em odontologia (2006)

Autora: Maria Ercilia de Araujo


Resumo:

O debate sobre a formação universitária passa, atualmente, pelo perfil de profissional que esta sendo formado nas universidades. Este artigo considera, nesta mesma direção, a necessidade de uma revisão na formação dos profissionais nas faculdades de odontologia do Brasil. Esta formação deve estar em interface direta com as reais necessidades de saúde bucal da população, e inserida no paradigma da política pública de saúde e dos princípios do Sistema Único de Saúde. Para se atingir tais objetivos, a capacitação docente deve passar por um processo de revisão de conceitos educativos, que permitam ao aluno se tornar um agente ativo no processo de ensino, com perspectiva crítica em relação à sua própria prática profissional.

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O processo ensino-aprendizagem e suas consequências na relação professor-aluno-paciente (2006)

Autores: Sharmênia de Araújo Soares Nuto et al

Resumo:

Este estudo versa sobre os aspectos éticos e humanos presentes no processo ensino-aprendizagem da formação de cirurgiões-dentistas. Surge a partir do anseio crescente nos serviços de saúde por profissionais mais envolvidos com a qualidade do atendimento à população. Foi utilizada uma abordagem qualitativa tendo três instrumentos de coleta: a técnica de grupo focal, a entrevista semi-estruturada e a observação participante. A amostra foi constituída de 28 alunos de odontologia e 33 pacientes atendidos nas clínicas
de cursos de odontologia. A análise do material textual identificou como principais problemas o excesso de autoridade na relação professor-aluno-paciente e a separação corpo-mente-espírito presente no modelo biomédico de prática. Esses resultados revelam pouca capacitação dos futuros cirurgiões-dentistas para o desenvolvimento de uma relação dialógica com seus pacientes e a necessidade de repensar esses aspectos na sua formação.


Alterações Estruturais de Órgãos Fonoarticulatórios e Más Oclusões Dentárias em Respiradores Orais de 6 a 10 Anos (2005)

Autores: Flávia Viegas de Andrade et al




Resumo:



Objetivo: levantar as alterações estruturais de órgãos fonoarticulatórios e más oclusões dentária mais encontradas em respiradores orais durante o período de crescimento facial (6 a 10 anos). Métodos: 40 sujeitos de ambos os gêneros, com idades entre 6 e 10 anos, respiradores orais, que nunca se submeteram à intervenção ortodôntica. Na avaliação fonoaudiológica os itens examinados foram lábios, bochechas, músculo mentual, mandíbula, língua e palato duro. Na avaliação ortodôntica os itens considerados foram más oclusões dentárias, segundo a classificação de Angle. Resultados: as alterações de órgãos fonoarticulatórios mais encontradas nas três classes de Angle foram: postura de lábios – 58,82% (Classe I), 70% (Classe II), 100% (Classe III); espessura e eversão de lábio inferior – 88,23% (I), 90% (II), 100% (III); tônus de lábio inferior – 94,11% (I), 100% (II e III); tônus de bochechas – 82,35% (I), 70% (II), 100% (III); tônus de músculo mentual – (88,23% (I), 85% (II), 100% (III); postura de mandíbula – 88,23% (I), 70% (II), 66,66% (III) e tensão de língua – 76,47% (I), 80% (II), 100% (III). Conclusão: nesta amostra, as alterações estruturais de órgãos fonoarticulatórios mais freqüentes nas três classes de Angle foram em lábios, bochechas, músculo mentual, mandíbula e língua e a má oclusão dentária mais observada foi a Classe II. Desta forma, conclui-se que a respiração oral pode estar associada a alterações estruturais de órgãos fonoarticulatórios e más oclusões dentárias.






Da fragmentação à integralidade: construindo e (des)construindo a prática de saúde bucal no Programa de Saúde da Família (PSF) de Alagoinhas,BA (2006)

Autores: Adriano Maia dos Santos e Marluce Maria Araújo Assis

Resumo:

Estudo sobre a prática de saúde bucal no PSF de Alagoinhas – BA (2001-2004), com o objetivo de analisar os dispositivos que orientam a atenção integral à saúde bucal: vínculo, acolhimento, autonomia, responsabilização e resolubilidade. A metodologia é de natureza qualitativa, numa perspectiva histórico-social. Os materiais empíricos foram entrevistas com trabalhadores, gestores e usuários, observação da prática e fontes documentais. Os resultados revelam que a prática é organizada através de ações individuais e coletivas, construídas por uma demanda reprimida. O atendimento é fragmentado com a valorização excessiva da técnica e da especialidade, cujo eixo é ordenado pelo modelo médico-centrado, com resolubilidade limitada. O acolhimento é manifestado através de uma relação tensa e conflitante, porém com potencialidade para construir alternativas de mudança. Vínculo e autonomia entrecruzam-se no resgate da relação trabalhador-usuário e no encontro de suas potencialidades, possibilitando horizontalizar saberes, estreitar laços e consolidar afetos. Enfim, a prática da saúde bucal é plena de conflitos e contradições e se constitui em potencial ferramenta de mudança nos processos de trabalho, convivendo com o velho (fragmentação) e o novo (integralidade), num processo inacabado, em construção.


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Relação entre hábitos bucais, alterações oronasofaringianas e mal-oclusões em pré-escolares de Vitória, Espírito Santo, Brasil (2004)

Autores: Adauto Emmerich et al

Resumo:

O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência das mal-oclusões e variáveis a elas associadas, como hábitos deletérios (HD) e as alterações oronasofaringianas (AO), respiração bucal, deglutição atípica e fonação atípica, em crianças com idade de três anos, no Município de Vitória, Espírito Santo, Brasil. A amostra constituiu-se de 291 crianças de ambos os sexos, matriculadas nos Centros de Educação Infantil, selecionadas por meio de amostragem probabilística por conglomerados. A análise de regressão logística indicou maior risco relativo (RR) de crianças com sobressaliência alterada, mordida aberta e mordida cruzada, em apresentar: respiração bucal (RR = 1,89; IC: 1,56-2,03), (RR =2,46; IC: 2,00-3,02), (RR = 1,45; IC: 1,23-1,72); deglutição atípica (RR = 2,57; IC: 1,87-3,52), (RR = 3,49; IC: 2,53-4,81), (RR = 1,86; IC: 1,46-2,39) e fonação atípica (RR = 2,25; IC: 1,66-3,05), (RR = 3,18; IC: 2,38-4,25), (RR = 1,71; IC: 1,32-2,22), respectivamente. Foi mostrado haver associação entre sucção de dedo e de chupeta com sobressaliência alterada (p < 0,001) e sucção de chupeta e mordida aberta (p < 0,001). Esses resultados indicam que a prevalência das mal-oclusões está associada aos HD e às AO.