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EDUCAÇÃO EM SAÚDE: ROTEIRO PARA O TRABALHO DE GRUPOS EM ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE (2011)

Resumo:
O trabalho de grupos em atenção primaria à saúde (APS) é uma alternativa para as práticas assistenciais individuais. Estes espaços favorecem o aprimoramento de todos os envolvidos, não apenas no aspecto pessoal como também no profissional, por meio da valorização dos diversos saberes e da possibilidade de intervir criativamente no processo de saúde-doença de cada pessoa. Este trabalho tem por objetivo dar suporte às equipes multiprofissionais que integram a Estratégia de Saúde da Família e são usuárias do Projeto Telessaúde - Rio Grande do Sul. A elaboração desta diretriz utilizou os referenciais de grupo operativo de Torres (2003), o conceito de grupo de Osório (2000) e os pressupostos de trabalho em grupo preconizado por Campos (2000) no Método da Roda. Estes referenciais possibilitaram a construção proposta para as etapas de planejamento, de dinâmica, e de avaliação de grupos na área assistencial. Ao final são apresentadas dinâmicas para aplicação em vários tipos de grupos.

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O sentido da visita domiciliária realizada por estudantes de medicina e enfermagem: um estudo qualitativo com usuários de unidades de saúde da família (2011)

Resumo
A visita domiciliária (VD) é considerada uma importante tecnologia para a compreensão e para o cuidado às necessidades de saúde da população. Decorre daí a demanda de sua prática nos processos de formação de profissionais da saúde. Este estudo se propõe a analisar a ótica dos usuários de unidades de saúde da família sobre as VDs realizadas por estudantes das séries iniciais de medicina e de enfermagem. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, que utiliza, para coleta de dados, a entrevista semiestruturada realizada com usuários que receberam visitas dos estudantes de Enfermagem e de Medicina da Faculdade de Medicina de Marília. Para análise dosdados utiliza-se o método de interpretação de sentido baseado na perspectiva hermenêutico-dialética.

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MUDANDO O PROCESSO DE TRABALHO NA REDE PÚBLICA: ALGUNS RESULTADOS DA EXPERIÊNCIA DE BELO HORIZONTE

RESUMO
O Acolhimento, implementado na rede pública Municipal de Belo Horizonte, colocou-se enquanto estratégia de mudança do processo de trabalho em saúde, buscando alterar as relações entre trabalhadores e usuários e dos trabalhadores entre si, chamando à reflexão questões como, a privacidade e o individualismo com que os indivíduos exercem suas atividades, o grau de cooperação da equipe de saúde, a humanização das relações interpessoais, a sensibilidade de escuta às demandas dos usuários. Representou também o resgate do conhecimento técnico das equipes, possibilitando a intervenção das diversas categorias profissionais de saúde na assistência. Possibilitou ainda uma reflexão sobre a saúde como direito de cidadania e de como transpor para o cotidiano dos serviços a universalidade do acesso, a integralidade na assistência, a responsabilização clínica e sanitária para com a população usuária; num movimento que envolveu governo, trabalhadores e usuários para desenhar esse “novo” fazer em saúde, em defesa da vida.
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A dimensão cuidadora do trabalho de equipe (2006)

Autora: Michelle Cecille Bandeira Teixeira

Este artigo apresenta um estudo qualitativo que analisa o processo de trabalho em saúde de uma equipe multiprofissional na perspectiva do cuidado e sua contribuição ao cotidiano do trabalho odontológico. Utilizou-se a técnica de observação participante, com registros em diário de campo, além de entrevistas e análise de prontuários. A abordagem adotada para a interpretação dos dados foi “produção de sentidos no cotidiano”. A análise revela uma lógica de trabalho da equipe direcionada para o cuidado, impregnando o desempenho do dentista na produção de vínculo e responsabilização, de modo a influenciar os aspectos da prática odontológica.

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Estrutura e organização do trabalho do cirurgião-dentista no PSF de municípios do Rio Grande do Norte (2006)

Autoras: Yanne Pinheiro de Araújo e Magda Dimenstein

Resumo:

Esta investigação tem como objetivo analisar o perfil de atuação de cirurgiões-dentistas inseridos no Programa de Saúde da Família (PSF) de municípios do Rio Grande do Norte, buscando conhecer e compreender a experiência de trabalho que estes profissionais desenvolvem no Programa. A população integrante da pesquisa foi composta de cirurgiões-dentistas PSF do Rio Grande do Norte. Foram realizadas 21 entrevistas orientadas por um roteiro semi-estruturado, com perguntas abertas e composta de dados de identificação. Optou-se por gravar a fala dos profissionais, tendo em vista uma melhor fidelidade da coleta de informações. Os principais resultados encontrados foram: predominância do sexo feminino; maioria dos entrevistados sem pós-graduação, verificando-se, entre seus portadores, a falta de relação entre o referido curso e a saúde pública ou coletiva; os cirurgiões-dentistas têm perfil voltado para a atividade clínica; estes profissionais desenvolviam atividades básicas de dentística, periodontia básica, cirurgia simples e atividades preventivas e educativas, embora realizadas de maneira tradicional (palestras e aplicação de flúor). Os resultados apontam que há necessidade de motivá-los a refletir e redirecionar as suas práticas, tendo como medida inicial o investimento e estímulo à educação permanente e um monitoramento e avaliação das ações desenvolvidas.

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Uma alma para o prontuário do GHC

Autores: Sérgio P. Ruschel et al.

Resumo: Os profissionais do GHC que hoje prestam assistência no ambulatório, internação e mesmo na UTI, não contam com um prontuário de seu paciente. A informatização de várias funções assistenciais como as dos exames, prescrições e particularmente a Nota de Alta representou grande melhoria para a qualidade assistencial. Porém, as informações hoje disponíveis não são suficientes para responder à uma questão crucial para a qualidade assistencial: como preservar o fluxo lógico do pensamento médico que, em certo momento e em resposta à determinado problema do paciente, orientou a escolha das ações realizadas. Essa é a verdadeira alma do prontuário. Tudo mais é corpo, que pode ser muito bonito, mas que perde o sentido sem essa alma. A essência desse método é a vinculação do problema com as ações realizadas para sua solução, permitindo avaliação de resultados. A proposta apresentada pela subcomissão inova ao preservar essa vinculação sem requerer uma alteração significativa na forma de registro das ações.

Prontuário Orientado por Problemas e Evidências (POPE) (2005)

Autor: Antonio Alberto Lopes (Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia)

Resumo: O prontuário de Weed tem sido também considerado um importante instrumento para o ensino de medicina, particularmente o ensino das disciplinas clínicas. A identificação de problemas, a avaliação sistemática e o planejamento visando solucionar os problemas se constituem em estímulos para levantamento de questões, seleção adequada de material bibliográfico e planejamento de estratégias visando diagnóstico, tratamento ou prevenção. Neste manual são descritos os itens que compõem o POPE, começando pela definição do termo problema. Adicionalmente, é mostrado como o POPE pode ser usado durante o internamento hospitalar e no ambulatório.

O Genograma como Instrumento de Pesquisa do Impacto de Eventos Estressores na Transição Família-Escola (2005)

Autores: Luciana Castoldi, Rita de Cássia Sobreira Lopes e Laíssa Eschiletti Prati

Resumo: O início da vida escolar é um momento especial dentro do ciclo vital que pode ser dificultado por eventos estressores tais como perdas e separações familiares, assim como por padrões de relacionamento conflituosos entre a família atual e a de origem. Neste artigo, pretende-se demonstrar o uso do genograma como instrumento de pesquisa em psicologia do desenvolvimento, com os seguintes objetivos: caracterizar as configurações familiares, identificar eventos estressores no ciclo vital das famílias, em especial, as perdas e separações, e analisar os padrões de relacionamento entre a família atual e a de origem. Realizou-se estudo de caso coletivo com seis famílias de crianças de cinco a seis anos, três delas consideradas como tendo adaptação fácil e três com adaptação difícil à escola de educação infantil. As mães foram entrevistadas e solicitadas a construir seu genograma familiar. Foram encontradas características específicas e distintas quanto às configurações familiares, aos eventos estressores na família atual e aos padrões de relacionamento nos dois grupos analisados. As implicações do uso do genograma como instrumento de pesquisa do impacto de eventos estressores na transição família-escola são discutidas.